Exposição “Isto não é o que parece, isto é o que aparece”

Organizada pelo Grupo de Pesquisa Poéticas da Multiplicidade
Embora tão diversos em aparência, material, formato, meio, linguagem, tecnologia, metodologia, naquilo tudo que compõe uma obra artística –, uma problemática comum transborda os trabalhos daqueles que se alinham a uma Poética da Multiplicidade. Trata-se da invenção de corpos e os inúmeros mundos que os correspondem. São paisagens, de todo tipo, misturas heterogêneas individuadas e individuantes ao mesmo tempo. Os trabalhos formam um conjunto, não pronto e acabado, mas em constituição, como o são todos os corpos, seja humano, da terra, social ou de ideias; em composição ou decomposição, em cristalização ou pulsação, debilitados ou em recuperação; opacos, translúcidos, ou luminosos; reais, virtuais ou imaginários…

O conjunto das obras é um agregado que apresenta, num corpo múltiplo, híbrido, polifônico e aberto, uma multiplicidade que se prolifera por contágio, ocupando o espaço e se metabolizando nele, se autoproduzindo no ato mesmo de se expor. São seres que não param de se incorporar… Era um que foi virando muitos. Singularidades compostas. São muitos afetos, dores, alegrias, raivas, mas nenhuma tristeza. Tudo num processo em que a menor parte já é imensa, cujo “fim” é só uma vírgula…