Pornotopia | Exposição de Luisa Callegari

luisa callegari

 

Exposição Pornotopia de Luisa Callegari

A exposição Pornotopia apresenta um conjunto de obras realizadas a partir do estudo de filmes pornográficos. Os trabalhos são parte da pesquisa desenvolvida por Luisa Callegari na Faculdade Santa Marcelina para a conclusão do curso de artes plásticas.

“Um dos predicados tradicionalmente atribuídos aos artistas são os da provocação e do questionamento. Tomando esse elemento tradicional e constitutivo do campo artístico como o motor propulsor do seu trabalho, Luisa Callegari nos apresenta com controvérsias de difícil resposta. Pondo em pauta questões como o espaço da arte, a diferença determinante entre uma imagem artística e uma pornográfica, o poder conferido às instituições que expõem a arte e até mesmo os moldes tradicionais do ensino artístico, ela produz pinturas de grandes formatos que retratam imagens de segunda geração retiradas de filmes pornográficos, de forte carga expressionista gestual.”

Giancarlo Hannud

(texto publicado no catálogo Prólogo – 31 anual de Artes Visuais da FASM)

 

Abertura: 4 de novembro de 2015, quarta-feira, às 19hrs
Visitação: 5 a 12 de novembro, segunda a sexta, das 10h às 18h

Local: Atelier Paulista – Rua Amália de Noronha, 301

 

www.luisacallegari.com

Curso: Direção de Arte – Construções Poéticas da Imagem com Carolina Bassi

curso

 

DIREÇÃO DE ARTE – CONSTRUÇÕES POÉTICAS DA IMAGEM
curso com Carolina Bassi

O curso visa apresentar como se dá a poética da construção da imagem numa obra audiovisual, apontando os profissionais envolvidos neste processo – principalmente os da direção e da direção de arte – e suas respectivas responsabilidades.

Para isso, lança mão de algumas obras do diretor Luiz Fernando Carvalho passando por questões plásticas que têm início na própria narrativa e se desenvolvem nas opções de cenário, figurino e caracterização, além da iluminação, do enquadramento e da montagem.

Distribuído em dois encontros, o curso se dedicará, em cada aula, tanto à exposição de conteúdo, quanto à prática de exercícios com os alunos. Esta prática estará voltada a um projeto de criação a partir de um texto dado, que contempla a concepção de um cenário e de três figurinos em croquis, sendo um destes, finalizado tridimensionalmente.

Esta metodologia levará, portanto, os interessados a entenderem o assunto por duas vias – por meio da leitura da construção poética da imagem naquelas obras já concluídas e por meio de um planejamento visual a partir de um texto dado.

Público-alvo: Estudantes de cenografia, figurino, teatro, cinema, rádio e televisão, artes visuais, design e áreas afins

Datas: 18 e 25 de julho de 2015
Dia e horário: Sábados, das 10h às 17h (intervalo de 1h)
Duração: 2 encontros teóricos e práticos
Local: R. Amália de Noronha, 301
(5 min. do metrô Sumaré)

Vagas limitadas. Inscrições até 17/07:
atelierpaulista@gmail.com
(11) 3082-9217

Obs.: A confirmação do curso nessa data dependerá de um mínimo de alunos

 

CAROLINA BASSI
Doutora e mestre em Artes Cênicas pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Professora de figurino, cenografia e direção de arte dos cursos de pós graduação do Centro Universitário Belas Artes e da Academia Internacional de Cinema, ambos em São Paulo. Atua como figurinista, cenógrafa, diretora de arte, produtora de arte e objetos em Cinema e em Teatro, desde 2005, tendo em seu currículo dez longas metragens, entre outros trabalhos. Sua relação com o figurino e com a cenografia veio da vontade de investigar, na teoria e na prática, como os recursos visuais constroem as narrativas e os seus personagens, potencializando os seus significados. Interessa-se pela construção poética no âmbito do cinema, da televisão, do teatro, da performance, da fotografia, da literatura e das artes em geral.

GRUPO TECELAGEM
Carolina Bassi integra o time do Grupo Tecelagem, junto a Paulo Williams e Iris Yazbek – um grupo de teatro que tem se desenvolvido em torno de dois eixos de pesquisa: o da literatura e o da imagem.

A literatura se estabelece como ponto de partida para a encenação, a qual se desenvolve unindo práticas do teatro narrativo e do teatro visual na construção de sua poética.

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PROGRAMA

Aula 1 – 18/7 (período da manhã)

Apresentação do curso, conteúdo e metodologia. Estudo de caso sobre o filme de longa metragem “Lavoura Arcaica” (2001). Entendimento da transposição das “paisagens internas” para as imagens. Construção dos personagens – de que forma os recursos visuais de cenário e figurino podem colaborar neste processo? A direção de arte como a integração desses recursos visuais.

Prática: Distribuição de textos literários (contos) para o desenvolvimento do trabalho prático. Faremos um exercício de interpretação do texto em sala.
Aula 2 – 18/7 (período da tarde)

Estudo de caso sobre as minisséries “Os Maias” (2001) e “Capitu” (2005). Ambos escritores pertencem ao movimento realista, mas possuem estilos de escrita bastante distintos. Entendimento do processo de “transcriação” da obra literária para a obra audiovisual, compreendendo a aproximação feita pelo diretor dos estilos dos dois escritores, estabelecendo diferentes linguagens estéticas. Que importância têm o cenário e o figurino neste processo?

Prática: Conversas individuais com os alunos passando pela interpretação feita por cada um dos textos escolhidos e conferindo as pesquisas de referencial imagético proporcionadas por cada aluno. Se possível, iniciar aqui esboços de cenário e personagens (figurino e caracterização).

Aula 3 – 25/7 (período da manhã)

Estudo de caso sobre a minissérie “Afinal o que querem as mulheres” (2010). Hibridismo de linguagens e miscelânea de referências estéticas trabalhando o caráter atemporal desta obra.

Prática: Conversas individuais com os alunos conferindo e comentando o andamento da criação de cenário e personagens (figurino e caracterização). Atribuir paleta para as criações e materiais para os trajes de cena.

Aula 4 – 25/7 (período da tarde)

Estudo de caso sobre a novela “Meu pedacinho de chão” (2014). O diferencial do uso de materiais inusitados, na cenografia e nos figurinos, deslocados de seus usos habituais, criação de novas superfícies.

Prática: Apresentação dos trabalhos desenvolvidos, figurinos finalizados e comentários pormenorizados sobre cada projeto.